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17.12.2021

Como alinhar os objetivos das empresas com as expectativas do colaborador?

Graça Advogados ouviu com exclusividade Iêda Vecchioni, Diretora de Remuneração da Associação Brasileira de Recursos Humanos - ABRH Brasil. Ela é clara quando questionada sobre o colaborador ser o maior capital de uma companhia. “Qualquer equívoco pode gerar um prejuízo ou, ao menos, uma diminuição dos lucros das empresas. E isso vem em decorrência de insatisfações ou desmotivações dos colaboradores”, afirma.

A ABRH Brasil está presente em 21 Estados e no Distrito Federal. As seccionais são desvinculadas juridicamente e independentes, integradas na missão de promover o desenvolvimento dos profissionais de RH e gestores de pessoas por meio de eventos, pesquisas e troca de experiências, além de colaborar com os poderes públicos e demais entidades nos assuntos referentes à sua área de atuação.

Filiada à WFPMA (World Federation of People Management Associations) e à FIDAGH (Federación Interamericana de Asociaciones de Gestión Humana), a ABRH Brasil é cofundadora e integra a CRHLP (Confederação dos Profissionais de Recursos Humanos dos Países de Língua Portuguesa), fundada em 2010.

Acompanhe a entrevista.

 

Como alinhar os objetivos das empresas com as expectativas do colaborador?

Atualmente as empresas vêm enfrentando grandes desafios, como é sabido por todos, inclusive no que se refere à desmotivação e insegurança de seus colaboradores.

Nesse momento é imprescindível reforçar os aspectos relacionados ao reconhecimento dos esforços individuais e das equipes, na medida em que, para muitas empresas, não se pode mexer muito com as recompensas financeiras.

Principalmente porque a geração Y é a geração que se encontra em maioria no mercado de trabalho e aprecia muito os desafios e o reconhecimento, acima da remuneração.

É possível transmitir um caminho de crescimento ao profissional já na contratação?

Certamente. Hoje os candidatos, quando passam por entrevistas de seleção, demonstram que são atraídos pelas empresas que lhe apresentam possibilidade de desenvolvimento e crescimento bem claras.

Muitas empresas vêm adotando o modelo das competências, pois fica bastante transparente para gestores e profissionais o que se precisa planejar para evoluir em suas competências e se tornar elegível às novas posições.

O desenho de cargos e funções para subir degraus, assim como as competências necessárias. Existe momento certo para o gestor tratar com a equipe? Cabe ao líder esse papel?

As empresas que têm seus planos de cargos e remuneração por competências e têm suas competências requeridas mapeadas, além de ser um modelo bem mais prático, objetivo e meritocrático, acabam saindo na frente, porque tanto a área de RH quanto o gestor já sabem o que buscar nos candidatos.

E a partir da contratação, o colaborador também já sabe o que é importante para evoluir em sua carreira.

Como estabelecer processos e ferramentas que apoiem a jornada das pessoas dentro da organização?

É uma responsabilidade da área de gestão de pessoas o desenvolvimento de processos e ferramentas que contemplem tanto a lei, quanto a técnica e a realidade da empresa, entretanto, é responsabilidade do gestor a aplicação dessas ferramentas e processos.

A construção de trilhas de aprendizagem e programas de capacitação que atendam exatamente e prioritariamente as lacunas das competências têm sido de grande valor nas Organizações.

Investir nas pratas da casa. Como trabalhar as vagas internas e construir um planejamento de contratação e promoção?

Investir, desenvolver quem já é colaborador da empresa sempre é muito produtivo, pois passa a imagem para todos que a empresa se preocupa com o crescimento de seu quadro funcional.

É imprescindível, entretanto, que haja uma sensibilização dos gestores para que "segurem" o seu colaborador porque ele é muito importante naquela equipe. Precisamos deixá-lo livre para escolher seu caminho na empresa. E é um papel do gestor contribuir para esse processo.

Mais uma vez reforço, quando utilizamos o modelo das competências fica muito mais fácil de estabelecer os critérios de contratação e promoções / remanejamentos, pois já temos as necessidades das vagas mapeadas.

Sobre a trajetória dos 56 anos da ABRH Brasil. Qual a leitura sobre a Gestão de Pessoas para as corporações? Efetivamente assimilamos o colaborador como o maior capital de uma companhia?

A cada dia que passa se percebe a relevância das pessoas no mundo corporativo. São as pessoas que definem, constroem, realizam e otimizam os processos de trabalho.

São elas que estabelecem os resultados a serem alcançados e são elas que buscam esses resultados.

Qualquer equívoco pode gerar um prejuízo ou, ao menos, uma diminuição dos lucros das empresas. E isso vem em decorrência de insatisfações ou desmotivações dos colaboradores.

Logo, quanto mais tivermos processos claros, atuais, transparentes e baseados em meritocracia, mais estaremos contribuindo para a qualidade de vida e, consequentemente de trabalho nas Organizações, levando-as ao sucesso desejado.

(Créditos: Artesania Comunicação Jurídica)