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06.12.2021

Apras. “Consumidores no centro das decisões dos supermercados”

Graça Advogados ouviu com exclusividade Valmor Rovaris, Superintendente da Associação Paranaense de Supermercados – Apras. “Os consumidores passam a estar no centro das decisões dos supermercados, antes um local apenas para a venda de produtos e agora com venda de experiências”.

Com a aceleração do e-commerce, líderes varejistas tiveram que reorientar rapidamente as estratégias centradas no cliente para oferecer velocidade e conveniência.

Além de defender os interesses do segmento, a entidade capacita o setor para atender milhões de clientes diariamente, contribuindo com a formação de novos profissionais para a geração de empregos de forma permanente, como também fomentar o relacionamento com parceiros e fornecedores.

“O varejista deve estar atento ao cenário atual, ao perfil do seu cliente e a imagem do seu estabelecimento e fornecedores. Tudo isso reflete no resultado”, reforça o Superintendente. Acompanhe:

Como a pandemia hiperacelerou a Digitalização do Varejo?

A pandemia fez muitos supermercadistas anteciparam seus projetos de e-commerce, o que contribuiu para que as vendas online crescessem em um mês o que deveriam crescer em cinco anos.

Com a pandemia, as pessoas estão buscando alternativas para evitar sair de casa e o hábito de fazer compras online está crescendo a cada dia. O consumidor está cada vez mais habituado com essa transformação digital e as vendas online devem virar uma prática constante, mas como o brasileiro é um povo que geralmente compra com os olhos, após este período de pandemia, o e-commerce estará mais consolidado, porém não irá substituir as lojas físicas.

 

Executivos do varejo precisaram reorientar rapidamente as estratégias centradas no cliente para oferecer velocidade e conveniência? De que modo?

Este cenário de crescimento do e-commerce impulsionará a criação de uma grande base de dados, o que vai possibilitar a realização de um atendimento mais exclusivo e focado nos desejos do consumidor.

Entender o cliente, as suas necessidades e os novos valores passaram a ser fundamentais. O setor está passando a se reinventar de acordo com as necessidades dos clientes. Assim, os consumidores passam a estar no centro das decisões dos supermercados, que deixam de ser um local apenas para a venda de produtos e agora com venda de experiências.

Se antes da pandemia os consumidores já buscavam praticidade em suas compras, agora, eles querem entrar no supermercado, encontrar tudo o que precisam com facilidade e sair rapidamente. Por isso, as lojas estão mais práticas e resolutivas, com uma exposição e organização que atenda este perfil de compra.

 

Revisão e a racionalização da cadeia de suprimentos de ponta a ponta. Como se dá o planejamento, distribuição e rotas para o mercado nos tempos atuais?

Adaptar as operações, a logística e a equipe para o e-commerce é um processo que demanda planejamento, estrutura e tempo, mas como muitos consumidores estavam solicitando este novo modelo de vendas para ficarem em casa, as redes supermercadistas tiveram que colocar em prática os projetos que estavam previstos para serem executados nos próximos anos.

Essa nova realidade fez com que até mesmo os pequenos mercados incorporassem o e-commerce nos seus negócios. É preciso que as empresas, independentemente do tamanho, estejam atentas a essa nova realidade e adaptem os seus negócios para atender o novo consumidor.

O setor passou a trabalhar muito mais sob pressão, pois as negociações precisaram ser revistas, assim como os pedidos e a as escolhas do mix adequado. A mudança de cenário e do perfil do consumidor fez com que todos os supermercados revissem as suas operações, principalmente para manter o abastecimento da população.

 

Os líderes varejistas ainda podem confiar apenas na marca, no produto e no preço?

O consumidor atual valoriza a relação com marcas que se alinham com seus valores, seus propósitos e com a atuação efetiva de responsabilidade social e ambiental.

Portanto, a escolha do consumidor passa pela seleção do estabelecimento e também da marca do produto que deseja consumir e o supermercado precisa levar estes fatores em consideração e oferecer ao cliente uma estratégia que atenda esta demanda. Justamente por isso, os supermercados precisam vender mais do que produtos, mas uma experiência alinhada aos interesses e valores do consumidor.

Nas gôndolas, é preciso oferecer soluções efetivas para os clientes, não apenas relativas ao preço dos produtos, mas também sabores, fragrâncias, marcas e embalagens.

O preço pode ser importante em momentos de crise, como a pandemia, mas não é o único fator de escolha. O varejo possui muitas destas variáveis, por isso ele é tão complexo. Mas resumindo, o varejista deve estar atento ao cenário atual, ao perfil do seu cliente e a imagem do seu estabelecimento e fornecedores. Tudo isso reflete no resultado.

Superintendente da Apras, Valmor Rovaris

(Créditos: Artesania Comunicação Jurídica)